terça-feira, 11 de setembro de 2012

O VIOLINO

“O violino talvez seja o mais popular de todos os instrumentos de cordas. No entanto, a sua popularização pode ser considerada recente se comparada com a de outros instrumentos da mesma família. A longa discussão gerada a respeito das suas origens parece ter ficado sem resposta: ainda hoje, ninguém é capaz de garantir se ele deriva da viola ou do arrabil. O que parece inquestionável é o que o violino tenha surgido na Europa, como um instrumento completamente diferente de qualquer outro, em princípios do século XVI. A partir desse momento, esse modelo de quatro cordas iniciou uma carreira incessante que o colocou nos meios cortesãos europeus, transcendendo assim o papel que desempenhava desde os seus primórdios no acompanhamento das danças populares. No século XIX, o instrumento assistiu a mudanças fundamentais: o violino adotou a sua forma moderna e foram desenvolvidas novas técnicas interpretativas, divulgadas graças à sua presença na orquestra sinfônica.
A efervescência da época romântica resultou em continuidade ao longo do século XX, durante o qual o violino se adaptou aos novos tempos, sem renunciar à tradição. A partir de então é possível encontrar violinos em meios tão diversos como no ragtime, no jazz ou na música country, embora seja no terreno do folk que ele brilhou com luz própria e ainda hoje continua brilhando.”
Partes do violino:


Produção de violinos: "Entre os séculos SVI e XVIII, a Itália foi o principal centro produtor de violinos graças a três famílias: Amati, Guarneri e Stradivari."
Grandes virtuosos: "Segundo alguns especialistas, Paganini, Menuhin e Stern devem figurar de forma destacada no livro de honra dos violinistas."


Extraído de: Instrumentos Musicais. Violino. Editora Salvat do Brasil Ltda. São Paulo, 2012. Direção Geral: Monica Casetti.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MUSICADOSDOIS NOTÍCIAS!



Foi realizado neste último fim de semana (25 e 26 de agosto) o 3º MUSIC'ART, na Igreja Batista Éden em Cajazeiras, Salvador (Ba). O evento tem como objetivo aprimorar pessoas que se dedicam à arte, especialmente no que diz respeito ao serviço cristão. O Music'art já fez história nas cidades de Catu (Ba) e em Aracajú (Se) e dessa vez contou novamente com excelentes professores nas oficinas. São eles (da esquerda para a direita), Helen França: Regência; Antonio Mello: Teclado; Leandro Sousa: Violão/guitarra; Ronisson Oliveira: Bateria; Laís Melo: Técnica Vocal; Josias Mello: Contra-baixo. Estiveram ainda presentes Arilene Sanches: Multimídia e Bruno Brito: Sonoplastia. 


O evento contou com a participação de diversos alunos de Salvador entre adolescentes, jovens, adultos e idosos. Compareceram também 8 jovens e 1 adulto que chegaram da cidade de Catu (Ba) para prestigiar o trabalho. A banda, formada pelos professores, participou dos cultos do domingo com  cânticos congregacionais e hinos que receberam nova roupagem de estilo e harmonia. O evento deixou boas lembranças, além do incentivo aos alunos para continuarem se aprimorando.





terça-feira, 14 de agosto de 2012

THE PIANO GUYS

É muita criatividade!!!

DISFONIAS



Por Helen França


           Na expiração o ar passa pelos pulmões, brônquios, traqueia e laringe. Assim, as pregas vocais (que encontram-se na laringe) vibram produzindo o som. Porém, quando há abertura nas pregas vocais, há um problema na emissão sonora.
         A disfonia é vulgarmente conhecida como rouquidão. O termo refere-se à alteração na produção da voz, de forma que ela é emitida com esforço e sem muita possibilidade de variações em seus atributos.
             DINVILLE (2001) afirma que houve diversas tentativas de classificação para os distúrbios vocais, mas ao final do Séc. XIX, através do estudo de Garcia, foram comprovadas rouquidões sem lesões visíveis.  A partir de então, diversos estudos foram feitos.
            A disfonia pode ser classificada em: disfonia funcional ou disfonia orgânica. A funcional se dá quando há alteração na voz devido ao mau uso ou esforço em excesso, ela não apresentará causa física ou estrutural. A orgânica ocorre quando a voz é alterada por consequência física: doença viral, genética ou hereditária ou condição laríngea.
        Ainda há discussões e confusão para diagnosticar disfonia funcional e disfonia orgânica. Segundo DINVILLE (2001), há a possibilidade da disfonia funcional provocar uma disfonia orgânica ou o inverso, quando “lesões, inflamações dos órgãos vocais ou ainda os distúrbios da respiração determinarão disfonias funcionais”. (DINVILLE, 2001. P. 26).
           No entanto, o foco da autora não está na nomenclatura. Ela diz que o fonoaudiólogo pode classificar a questão com o nome que melhor couber, contanto que  trabalhe de maneira a “suprimir os esforços excessivos da mecânica vocal e respiratória, e, depois, compensar  uma insuficiência de tonicidade muscular”. (DINVILLE, 2001. P. 26).
         Segundo a autora, os distúrbios vocais podem começar na primeira infância. O bebê que chora muito alto pode acarretar problemas de rouquidão e afonias. Isso decorre da força na qual se submetem os músculos da laringe do lactente.
          Na idade entre os seis e sete anos, a criança que se cansa muito com qualquer atividade física (mesmo que simples) poderá sujeitar-se à rouquidão ou à afonia. Há o índice de cerca de 50% (com maior incidência entre meninos) de crianças nessa idade que tornam-se disfônicas.
As disfonias também podem ocorrer 
"após um esforço violento, decorrente de choros e gritos 
excessivos, ataques repetidos de fúria, manobras brutas, 
etc. Nestes casos o distúrbio vocal será semelhante à 
hemorragia laríngea, aparecendo bruscamente e 
levando a graves lesões". (DINVILLE, 2001. p. 42).

         Normalmente a alerta aparece à família por terceiros: pelo professor, o enfermeiro da escola ou mesmo alguém estranho à família.
        Se um membro da família é disfônico, é provável que a criança sinta a necessidade de imitá-lo e torne-se disfônica também.
     Algumas doenças também podem causar distúrbios, pois elas exigem da criança um esforço exacerbado dos músculos da laringe. Tais quais a sinusite, a rinite, a faringite ou mesmo a perda de audição.    Consequentemente, temos um dos motivos que pode acarretar problemas durante a muda vocal na puberdade.
     Quando há esforços laríngeos fora do normal que prejudicam o desenvolvimento da muda vocal no período da pré-puberdade, temos um problema biológico. Mas também podem ocorrer problemas psicológicos, especialmente no caso dos meninos, quando se deparam com obstáculos durante a muda vocal: críticas em excesso, timidez, etc. 
       Nesse período de muda vocal há um crescimento não homogêneo entre os órgãos vocais e respiratórios. Por isso, até a voz cantada é difícil.
      Geralmente, o indivíduo adulto se desenvolve sem alterações vocais, a não ser por razões específicas. No entanto, constantemente, as mulheres passam por diversas alterações vocais. “Todas as afecções decorrentes da via genital ou de disfunções ovarianas podem alterar a fonação de certas mulheres” (DINVILLE, 2001. p. 20). Porém, há aquelas que não passam por esse tipo de alteração.

Referências bibliográficas:
DINVILLE, Claire. Os distúrbios da voz e sua reeducação. Trad. Denise Torreão. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Enelivros, 2001. 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Disfonia Acesso em 14/06/2012.

ARAÚJO, Karla Roberta Lima de. Cuidados especiais para quem utiliza a voz profissionalmente. Disponível em:  http://www.fonoaudiologia.com/trabalhos/estudantes/estudante-005.htm Acesso em 14/06/2012.

FERREIRA, Ana Celeste. Problemas vocais – As disfonias. 15 de Abril de 2007. Disponível em : http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/otolaryngology/505322-problemas-vocais- disfonias/#ixzz1xoZONFAZ.Acesso em 14/06/2012. 

OLIVEIRA, Telma Lúcia Paludeto Parizzi de. Conhecendo um pouco mais sobre fenda glótica médio posterior funcional. São Paulo: CEFAC, 1997. 14 p. Monografia de Conclusão de curso de especialização da voz.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

3º MUSIC'ART - SALVADOR (BA)


Olá, amigos músicos! No último fim de semana de Agosto teremos o 3º MUSIC'ART. Pelo jeito, esse será melhor do que o primeiro, que ocorreu em Catu (BA) e o segundo, em Aracaju (SE). 
Aguardamos vocês!

Para deixá-los com vontade mesmo de participar, saibam sobre os preletores já convocados para as oficinas específicas: 

TECLADO - Antonio Mello (Salvador, BA)
VIOLÃO E GUITARRA - A confirmar...
BAIXO - Josias Mello (Aracaju, SE)
BATERIA - Roni Souza (Feira de Santana, BA)
TÉCNICA VOCAL - Laís Melo (Valença, BA)
REGÊNCIA - Helen França (Salvador, BA)
ÁUDIO (SONOPLASTIA) - Bruno Brito (Vitória da Conquista, BA)
MULTIMÍDIA (DATA SHOW) - A confirmar...

Não perca tempo. Inscreva-se já!!!

TECNOLOGIA- SOM EM 3D

Olá, pessoal! Esse áudio é muito interessante! Mas tem um segredo: é necessário ouvir com um fone (de preferência um fone bom! Rs). Está em inglês, mas imagine-se como cliente em uma barbearia. Concentre-se e viaje nessa ideia! Divirta-se!!!



 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

FRASE DO DIA

"Os músicos não se aposentam - 
param quando não há mais 
música em seu interior." (Louis Armstrong)




quinta-feira, 14 de junho de 2012

LINDA SINFONIA!!!

Hoje, dia 14 de Junho, reflito sobre a sinfonia que é a minha vida e vejo que ela tem mais graça. É que não a componho mais sozinha. Você a completa e a encanta com cada nota de sorriso, prosa boa, companhia, amizade... Você é a mais linda melodia da minha sinfonia!
Amo amar você!
Feliz 5 meses, amor!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

HIGIENE VOCAL PARA PROFISSIONAIS DA VOZ

Helen França

Algumas dicas para que você consiga conservar bem a voz.


a)    Hidratar o organismo: As pregas vocais tornam-se mais flexíveis quando bem lubrificadas. É importante beber água com muita frequência, especialmente durante os exercícios físicos, quando há maior tendência da respiração tornar-se bucal (que causa o ressecamento do trato respiratório), ou quando se trabalha sob o ar condicionado diariamente.

b)   Gritar sem suporte respiratório: Havendo uma preparação respiratória consciente e constante, o profissional conseguirá manter o apoio ao falar e até ao gritar. Se ele respira expandindo o abdômen e as costelas, se utiliza de posição ereta, a pressão do ar será mais intensa e as pregas vocais não serão golpeadas entre si.


c)    Golpe de glote: Acontece quando as pregas vocais golpeiam-se entre si por consequência de ataques vocais bruscos. Se o golpe de glote ocorre com frequência pode indicar algum tipo de disfonia. Ele é mais perceptível em palavras que começam com vogal (início de frases). Para evitar o golpe de glote, deve-se falar de maneira suave, utilizando o suporte respiratório.

d)   Tossir ou pigarrear excessivamente: Ao contrário do que se pensa, o ato de tossir ou pigarrear excessivamente, acelera a quantidade de muco na região. Isso acontece porque o organismo tenta se proteger dos impactos. Portanto, quem utiliza disso com frequência danifica as pregas vocais. Recomenda-se, em situações de grande quantidade de muco, ingerir bastante líquido, ou inalar com vapor d’água. Exercícios de vibração de lábios e língua que auxiliam na movimentação das pregas vocais. O muco em excesso é uma alerta de cansaço por parte das pregas vocais.

e)    Falar em ambientes ruidosos ou abertos: Nesses ambientes há uma tendência natural (e até uma necessidade) de falar mais alto. No entanto, o desgaste vocal é inevitável. A única solução mediante ao problema supracitado é a mudança no ambiente físico.

f)     Tons graves ou agudos demais: Pesquisas apontam para a região média como sendo de maior conforto para falarmos, “por volta do terceiro ou quinto grau ou tom musical, acima da nota mais grave que conseguimos produzir” (VIÉGAS, 2008. p. 25). Falar grave demais vai exigir uma força e tensão maior sobre a laringe, já que os seres humanos têm pouca sensibilidade em relação a notas mais graves. Falar acima da região de conforto também provoca tensão sobre a laringe. O ideal é que o profissional que tem dúvidas sobre o uso de sua própria voz procure um fonoaudiólogo.

g)   Falar excessivamente durante quadros gripais ou crises alérgicas: Nessas situações encontra-se inchaço das mucosas do trato respiratório. Por isso, vocalizar  pode causar danos irreversíveis à mucosa das pregas vocais. Nesses casos, deve haver repouso vocal.


h) Praticar exercícios físicos falando: Falar e praticar exercício físico simultaneamente causa aumento no fechamento das pregas vocais. Isso pode sobrecarregá-las. Segundo VIÉGAS, os exercícios físicos mais compatíveis com a voz são os aeróbicos e posturais, “tais como caminhadas, corridas leves, natação, assim como técnicas de Yoga, Alexander, Feldenkreis, RPG, por exemplo” (VIÉGAS, 2008. p. 26).

i)     Fumar ou falar muito em ambientes de fumantes: Os cílios do trato respiratório são responsáveis pela remoção do muco retido nas suas paredes. O uso do cigarro destrói esses cílios, acarretando o aumento do pigarro e também dificulta a vibração das pregas vocais por consequência do ressecamento que ele causa na região.  

j)     Utilizar álcool em excessos e paliativos: A dor é uma alerta de abuso vocal para o profissional da voz. Tal qual sprays e pastilhas, o álcool mascara essa dor. Ele desidrata o organismo e retira o senso do volume de voz. Por isso é desaconselhável para profissionais da voz.

k)    Falar ou cantar abusivamente em período pré-menstrual: Há uma alteração no corpo feminino nesse período. Pode haver um pequeno inchaço em várias partes do corpo, inclusive nas pregas vocais (a voz pode tornar-se até mais grave). Por isso, a mesma recomendação dada anteriormente relacionada a quadros gripais e de alergias, serve para este tópico discutido: neste período, recomenda-se o repouso vocal, ou pelo o menos a diminuição do uso da voz.

l)  Falar demasiadamente: Para esses profissionais, falar demais é inevitável. Portanto, há orientações básicas que podem ser seguidas e evitarão posteriores alterações vocais: “cuidados com o suporte respiratório, com a projeção vocal, buscar a fonoterapia (...) e higiene vocal dentro das possibilidades de cada profissional” (VIÉGAS, 2008. p. 27). Para professores, recomenda-se que haja repouso por pelo o menos de 30 minutos a cada 3 horas de aula.

m)  Cantar inadequada ou abusivamente e fazer partes de corais sem preparo vocal: O cantor do coro deve estar pronto, com sua musculatura preparada, para a atividade vocal. Em alguns casos, aconselham-se aulas particulares para os coristas, além do preparo vocal antes da execução do repertório.

n)   Alimentação: Evitar alimentar-se próximo ao horário da atividade profissional é uma excelente decisão. O alimento pode impedir a livre movimentação do diafragma, assim, dificulta a fonação. A maçã e o salsão são recomendados porque têm função adstringente, enquanto que alimentos derivados do leite são contraindicados, pois aumentam a secreção, dificultando a articulação e vibração das pregas vocais. Alguns alimentos podem causar má digestão e refluxo e causar irritações nas pregas vocais.



VIÉGAS, Micheli Nascimento de Souza. Alterações vocais em professores de música com múltiplas funções: orientações para a sua prevenção. Rio de Janeiro: UFRJ, 2008. 59 p. Dissertação – Programa de Graduação em Música do Centro de Letras e Artes da UNIRIO, Rio de Janeiro, 2008.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Entre a fé a razão

Oi, queridos!!! Esse vídeo tem falado muito aos nossos corações. Queremos compartilhar com vcs.

Big abraço!!!

Antonio e Helen

terça-feira, 15 de maio de 2012

Eu não posso fugir do teu Espírito - Helen e Antonio

A VOZ E O CICLO DA VIDA II

DA FASE ADULTA À VELHICE
Helen França

Como foi dito anteriormente, a voz se consolida no período entre os quatorze e dezessete anos. Ela torna-se imutável até cerca dos quarenta.
             As mulheres adultas podem sofrer diversas alterações vocais decorrentes de suas mudanças hormonais, períodos menstruais ou de menopausa. A voz pode apresentar-se com certo desequilíbrio em determinados períodos. Razão pela qual muitas agendas de cantoras profissionais são canceladas. 
           Entre homens adultos a qualidade vocal dura mais tempo por consequência da maior força da musculatura e “porque sua atividade sexual cessa mais tarde.” (DINVILLE, 2001,p. 17).


           

            Na velhice, tanto entre homens como em mulheres, há uma queda no potencial vocal. A voz pode tornar-se mais aguda e mais frágil por diversos acometimentos de saúde. Porém, cada ser humano se difere do outro a partir de sua saúde biológica e/ou psicológica:
“(...)o  envelhecimento é um estado fisiológico complexo e um comportamento psicológico individual. É isso que faz as variações (...). A idade real nem sempre reflete a idade fisiológica de um indivíduo”. (DINVILLE, 2001,p. 21).

            Assim como em todo o corpo, a musculatura do aparelho fonador deve ser exercitada. Se o indivíduo utiliza sempre de boa higiene e técnica vocal no decorrer da vida, chegará a ser um idoso com os músculos bem exercitados e terá, por conseguinte, a voz bem conservada.



Referência bibliográfica:
DINVILLE, Claire. Os distúrbios da voz e sua reeducação. Trad. Denise Torreão. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Enelivros, 2001.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A VOZ E O CICLO DA VIDA I

DA INFÂNCIA À ADOLESCÊNCIA 

 Helen França

Os estudos relacionados ao aparelho fonador vêm comprovando a relevância da voz para a vida humana. Não somente pela expressão do homem enquanto ser que se comunica, mas especialmente porque a emissão da voz e a condição do aparelho fonador são reflexos da história de toda uma vida.
À medida que o ser humano se desenvolve, os órgãos do aparelho fonador vão se adaptando, ganhando seu espaço no corpo. Em conseqüência, as mudanças vocais tendem a aparecer de acordo com a idade biológica. Há a possibilidade de ocorrer um rompimento no processo natural quando houver um problema biológico ou psicológico mais sério.

Logo após o nascimento, o lactante possui uma voz extremamente aguda “que pode atingir 3.000 Hz. A laringe se situa bem no alto e suas dimensões exteriores são um terço das da laringe de uma mulher.” (DINVILLE, 2001,p. 15).

Aos seis ou sete anos as vozes de meninos e meninas são muito parecidas, suas laringes têm pouco desenvolvimento muscular.

Na puberdade, os meninos têm um desenvolvimento diferenciado das meninas. A voz deles baixa uma oitava
“(...) e se firma ao mesmo tempo que o adolescente adquire todas as suas potencialidades sexuais. Se o desenvolvimento sexual for particularmente precoce, a muda vocal pode acontecer muito cedo.” (DINVILLE, 2001,p. 16).

Nesta fase, a laringe cresce, se abaixa e ocupa seu lugar definitivo. Para os meninos o momento da muda vocal é bem nítido e, a depender de como o encaram, pode trazer transtornos vocais para toda a vida. Por exemplo, quando o menino tem uma ligação anormal com sua mãe, ou se vive em um ambiente desfavorável a esse momento crucial da muda vocal, ou se for muito tímido e tiver medo de ser ridicularizado em seu próprio ambiente. Sobretudo, para a maioria dos meninos a muda vocal ocorre de maneira natural e não gera problemas posteriores.
            
Já nas meninas, pouco se notam as modificações vocais. Por muitas vezes elas passam despercebidas.
“A voz baixa somente um terço, e a laringe se alonga três centímetros. O timbre muda pouco, mas o som torna-se mais redondo e mais amplo, devido ao crescimento dos órgãos fonatórios e respiratórios.” (DINVILLE, 2001,p. 16).

            Segundo Dinville (2001), “entre os quatorze e dezessete anos a voz vai se consolidar, se firmar, e tornar-se intensa”.

            Por fim, o ambiente em que vive a criança e/ou o adolescente, bem como os cuidados com a voz, influenciarão no desenvolvimento vocal natural e saudável.


Referência Bibliográfica:

DINVILLE, Claire. Os distúrbios da voz e sua reeducação. Trad. Denise Torreão. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Enelivros, 2001.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

BIOGRAFIA DOS DOIS - ELE.



             Antonio Mello nasceu alagoano de Maceió em 1983. Em casa, a música foi sempre presente mas recebeu educação musical infantil.
Em julho de 1991, morando em Feira de Santana (BA), iniciou o estudo sistemático de piano.
Na Igreja Evangélica Batista de Juazeiro (BA), em 1996, integrou-se à vida musical onde entendeu o chamado de Deus para este serviço.
           A fim de aprimorar-se no aprendizado, em 2003 decidiu ingressar no Seminário Teológico Batista do Nordeste onde participou de diversos recitais nas áreas de canto e piano. Como solista, atuou em concertos junto aos maestros Wilson Miranda e Zobeida Folgearini. Atuou  como backing vocal no DVD do cantor Álvaro Junior.
         Intensificou seus estudos de piano com o professor Paulo Gondim.
         Concluiu o curso de Música Sacra pelo STBNe com habilitação em Piano e Composição assumindo, no ano seguinte,  a cadeira de professor na mesma instituição. Lecionou ainda no Centro de Cultura e Arte (UEFS) de Feira de Santana.
         Hoje reside em Salvador onde atua como Educador Musical e regente no programa Universidade Aberta a Terceira Idade (UATI), vinculada a Universidade Estadual da Bahia. Tem participado de shows com o Banda de boca. Recentemente assumiu o Ministério de Música na Igreja Batista Éden. Antonio dedica-se ainda ao trabalho de composição e arranjo em parceria musical com sua esposa Helen França.

BIOGRAFIA DOS DOIS. Ela...



            Helen França é natural de Teixeira de Freitas (Ba) e nasceu em 18 de Agosto de 1984. De família de autodidatas na música tornou-se solista desde a mais tenra idade.
            Foi líder do Pétalas (grupo vocal de sua cidade natal) aos 13 anos. Aos 15, estudou teclado, técnica vocal, noções de regência e teoria musical com o professor Clovis Batista. Ao longo da vida, tem cantado em coros (em destaque, o Coro TCA – Ssa) e grupos diversos. Em 2004, tornou-se ministra de música na I.B. do Parque Ipê em Feira de Santana, iniciando diversos projetos, como por exemplo, de musicalização infantil com flauta doce, ministério de louvor, técnica vocal para coro de senhoras e coro jovem, regência coral, e direção de coro infantil. Estudou flauta transversal no Centro de Cultura e Artes – UEFS – em 2005 e em 2006.                 Como cantora, atuou em áreas de óperas, foi backing vocal na gravação do primeiro DVD do cantor e compositor Álvaro Jr, em 2009 e foi convidada pelo Grupo Banda de Boca para participações em alguns de seus shows em 2010.
            Helen é Bacharel em Música Sacra pelo Seminário Teológico Batista do Nordeste (2009) – quando deu seu recital de Formatura em Composição e Arranjo.
           Atualmente, reside em Salvador (Ba) e é professora de música do Colégio Villa Lobos onde criou diversos projetos como Experimentação Sonora, Canto Coral e Iniciação em Flauta doce. Há 3 anos tornou-se ministra de música da PIB em Catu (Ba), onde atua nas áreas de Canto Coral adulto e jovem, direção de banda e ministério de louvor, técnica vocal, musicalização infantil com ênfase em Canto Coral e regência coral. Também está prestes a concluir o curso de Licenciatura em Música pela Universidade Federal da Bahia, que iniciou em 2009.
  


quarta-feira, 18 de abril de 2012


CRIATIVIDADE NA METODOLOGIA CRISTÃ INFANTIL
                                                                                                                                    Helen França

Temos vivido um tempo muito diferente de quando eu era criança. Nossos “picuchinhos” raramente brincam na rua, raramente ficam descalços ou se lambuzam de chocolate. Quem foi que disse que tudo isso faz mal?! Não sabemos... o certo é que a galerinha anda ligadíssima em cinema, internet, TV, vídeo game... Isso quando têm o tempo livre, porque têm estado constantemente ocupados com a tarefa de casa, ou o inglês, a natação, o karate, o ballet...
Isso tem me deixado bem inquieta quando penso em nossos pequeninos cristãos. Afinal, eles têm ido à E.B.D., ao grupo de estudo, à célula, mas isso tudo não me parece assim tão atrativo para o mundo infantil (há de se convir que existem lá suas exceções). De forma geral, nossas crianças imploram que olhemos para elas de um jeito diferente, com um olhar mais criativo!
A questão é que o mundo evoluiu! A globalização impõe a agilidade e a criatividade como ponte de ampliação do conhecimento. Mas a metodologia direcionada às crianças cristãs contrapõe-se a esses aspectos e tem o mesmo caráter de anos passados.
O seu argumento, caro leitor, pode ser o de que sua igreja não tem recursos adequados disponíveis para projetos infantis. Eu lhe direi que temos um Deus extremamente Criativo, que fez peixinhos coloridos, frutas de sabores diferenciados, uma cadeia alimentar completa e nós fomos criados à Sua imagem e semelhança. Onde foi parar tamanha criatividade?
Portanto, um bom começo será resgatar toda a nossa herança que se perde aos poucos em meio à tecnologia. O enfoque da sua metodologia, com certeza, pode ser a música! Imagine, querido educador, seus alunos “batucando” com o jogo de latinhas (o famoso “fome e come”) enquanto cantam uma canção sobre Jesus. Que tal se eles criarem, algum dia desses um RAP sobre o amigo mais confiável? - Utilizando o princípio metodológico de Swanwick: Considerar o discurso dos alunos. Afinal, eles são seres inteligentes e têm muitas ideias para compartilhar. Ou se você ensinar-lhes a “batucar” em seu próprio corpo ou com objetos de casa para acompanhar uma canção sobre o amor de Deus?
Com tudo isso, creio que não há falta só de recursos, e sim de tempo, disponibilidade e, principalmente CRIATIVIDADE. Lembre-se sempre do texto que diz: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças”. (Ec. 9:10a). Nossas crianças não conseguem esperar tanto, elas vivem na era da destreza.
                                                                        

terça-feira, 6 de março de 2012


Música dos Dois
Por muitas vezes nos questionamos... o que seria da nossa vida sem a música?!
Aprendemos a amar a música desde a mais tenra idade e nunca a deixamos. Um dia, nossos caminhos se cruzaram. Encontramos nela algo em comum. Nos tornamos amigos à medida que fomos nos tornando bons músicos. Fomos crescendo e aprendendo juntos. Nos apaixonamos... pela música... e há pouco tempo, um pelo outro.
Somos Antonio Mello e Helen França. Vivemos um casamento abençoado por Deus, o Grande Autor da nossa música. Fazemos música por prazer e a dedicamos especialmente a Ele, pela dádiva do nosso talento.
Esse blog é fruto da música dos dois... de nós dois. Seja bem-vindo! Cante, toque e seja feliz! Muitas “musicidades” para nós dois e para você sempre!